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Trabalho duro e gamificação: qual a relação entre eles?

Continuando com nossa série de quatro textos sobre ,gamificação e sua importância na contemporaneidade, hoje, no nosso segundo artigo, vamos falar sobre o papel do trabalho duro na dinâmica dos jogos.

A gamificação será a nova ferramenta para revolucionar a experiência das pessoas no meio digital. A sua empresa já começou esse processo? No post de hoje, confira de que maneira os jogos estimulam o trabalho duro por parte dos usuários e como isso é bastante satisfatório para os “jogadores”!

Aprendendo o básico sobre gamificação

Muitas pessoas que tentam implementar a gamificação erram ao achar que essa técnica se limita apenas aos pontos ou emblemas que você recebe. Na verdade, ela é muito mais sobre rotina e o esforço que você investe.

Costuma-se dizer que os jogadores são um pouco preguiçosos, porque tudo o que supostamente fazem é jogar o dia todo. Mas como explicar o fato de que esses usuários são capazes de dedicar todo esse esforço ao jogo? E mais, como explicar o fato de que eles conseguem superar vários fracassos e continuar lutando até alcançarem o sucesso?

Ao contrário da crença popular, os jogos só mostram que as pessoas gostam do trabalho duro. Por isso, quando falamos sobre ,gamificação, é preciso pensar além de emblemas e pontos. Emblemas e pontos são apenas uma pequena parte de todo um sistema de feedback que reconhece o esforço dos usuários. Então, temos que pensar em como incentivar ainda mais o trabalho árduo.

Uma das características de um bom jogo é estimular o usuário a sempre jogar no limite de seu nível de habilidade. Nesse cenário, o jogador sempre enfrenta uma enorme chance de falhar, mas quando isso acontece, ele sente um forte desejo de se levantar.

Isso porque não há nada tão envolvente no mundo virtual quanto esse estado de trabalhar nos limites de sua capacidade, o chamado “fluxo” no vocabulário de designers de jogos e psicólogos. Quando o usuário está em no estado de fluxo, ele quer permanecer lá, tanto desistir quanto vencer acabam sendo igualmente satisfatórios (Jane McGonigal, em Reality is Broken).

Os jogos nos deixam felizes com muito trabalho

Os jogos podem trazer felicidade porque representam um trabalho árduo que escolhemos para nós mesmos. Normalmente, não associamos os jogos ao trabalho duro. Afinal, somos ensinados de que o jogo é sinônimo de diversão e não de trabalho. Mas nada poderia estar mais longe da verdade.

O oposto de jogar não é trabalhar. É a depressão. (Brian Sutton-Smith, psicólogo)

Um jogo é uma oportunidade de concentrar nossa energia em algo melhor. Em algo que nos fará melhores. E é por isso que tantos jogos são viciantes. Afinal, eles são capazes de estimular o pensamento positivo de que somos capazes de fazer e alcançar nossos objetivos.

Biologicamente falando, um estado otimista de ,engajamento abre margem para pensamentos mais positivos. Começamos a acreditar que temos valor e que podemos conquistar nossas metas. Mas, na vida real, o trabalho nem sempre tem esse papel.

Por que a realidade é diferente?

Muitas vezes, o trabalho duro do mundo real não é difícil o suficiente, já que ficamos entediados e nos sentimos subutilizados. E isso acontece especificamente em empresas maiores, em que o colaborador sente que não causa um grande impacto nos resultados do negócio. Sentir-se valorizado pelo que você faz, é inclusive, uma das etapas da hierarquia de Maslow. Nesse caso, os jogos são capazes de recompensá-lo muito bem por isso.

Imagine como um mundo que proporcionasse um trabalho de qualidade e mais árduo para todos seria uma mudança radical. É exatamente isso que a indústria de jogos está fazendo hoje. Então, se você está projetando seu próximo aplicativo ou produto gamificado, deve pensar em: “Como posso oferecer aos meus usuários um trabalho mais duro?”

A pesquisadora e psicóloga Sonja Lyubomirsky escreveu sobre os motivos que fazem com que o trabalho árduo nos faz felizes:

Uma das principais razões para que o usuário tenha uma satisfação duradoura com as atividades feitas é que elas são conquistadas com dificuldade. Afinal, ele dedicou tempo e esforço. Esse senso de capacidade e responsabilidade é um impulso poderoso por si só.

Recompensas intrínsecas em jogos

Para que o seu produto ou aplicativo siga um modelo de gamificação, você deve fornecer melhores recompensas aos usuários. Afinal, quanto mais trabalho duro, mais felizes ficam os “jogadores”. Existem muitas recompensas nesse sentido. Confira a seguir algumas delas:

Trabalho satisfatório: No mundo ideal, gostaríamos de ter um trabalho satisfatório e que permita ver o impacto de nossos esforços.

Esperança de ter sucesso: Queremos nos sentir poderosos em nossas próprias vidas e mostrar às pessoas em que somos bons. Também desejamos ter grandes chances de sucesso e identificar sinais de melhora com o tempo.

Conexão social: Somos criaturas sociais. Gostamos de construir laços, novos relacionamentos e fazer parte de uma comunidade ou de uma tribo. Da mesma forma, queremos nos engajar com esse grupo em um trabalho significativo.

Significado: Este ponto se liga com o primeiro, já que um trabalho significativo costuma ser também satisfatório. Queremos fazer parte de algo maior e contribuir para isso no longo prazo.

Essas recompensas são parte essencial da vida e da experiência humana, para além das necessidades básicas (alimentação, segurança, etc.). Portanto, se você puder implementá-los em seu produto, terá uma chance maior de ajudar as pessoas a atingir determinado objetivo!

Créditos: Eugen Eşanu

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